Malaquias e a importância do ensino fundamental (1º Grau)

Quando alguém explica históricamente e teológicamente que o texto do versículo de Malaquias 3:10, na verdade, não quer dizer o que normalmente ensinam, ouvimos o seguinte: “A letra mata!”, “Teologia não existia naquele tempo, é invenção do Homem, não de Deus!”, entre tantas outras coisas para se defender esta doutrina. Pois bem, minha proposta é diferente. Não quero provar biblicamente, com apoio em outros textos, nem com qualquer auxílio histórico ou arqueológico que a interpretação usual deste versículo é equivocada e, como a própria Palavra diz, “de acordo com suas próprias concupsciências”. Minha intenção é mostrar através de uma gramática simples e acessível, baseada apenas no próprio versículo para mostrar que a forma de interpretá-lo é, basicamente, uma só e, se não for uma só, com certeza é impossível, gramaticalmente, ser interpretado como uma barganha (troca) feita com Deus. Além do que, seria insensato pensar tal coisa tão mesquinha – tá legal, esta última foi uma opinião pessoal -.

Pela gramática, Malaquias 3:10 é uma frase condicional,quer dizer, para que algo aconteça, outro fato, obrigatóriamente, deve ocorrer antes ou depois e para isso usa-se a conjunção SE como ligação.

Ex.: “Eu só lhe pago SE você me garantir a qualidade do produto.”
“SE meu cabelo cair, eu paro de usar aquele shampoo.”

Em Malaquias 3:10 claramente temos uma condicional,  caso contrário a frase estaria completamente sem  concordância alguma. Para não ser uma condicional, esta oração precisaria de um complemento. “…SE eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes…” (“o quê?”) – Aqui há a necessidade de algo que explicasse  “o que” aconteceria se Deus não derramasse bênçãos nos dizimistas. Viu? é uma condicional!

E o que isso quer dizer? Bem, quer dizer que SÓ se deve fazer prova de Deus SE Ele não derramar as bênçãos prometidas e nunca dar o dízimo fazendo prova Dele ou pedindo e desejando coisas específicas. Mais claramente: ao se entregar o dízimo, deve-se confiar em Deus e Ele é quem sabe como prosperar quem é fiel. Não se deve pedir nada que se queira antes que Ele faça Sua obra.

Ex.: Não se deve dizimar pedindo para poder pagar tal conta, comprar um carro, uma casa etc. Este versículo não dá base para isso, pelo contrário, diz que se espere pelas bênçãos do Senhor!

Entretanto, esta frase não se limita apenas à uma condicional. E isso transorma até mesmo o sentido citado acima para este versículo. Malquias 3:10 é também uma frase retórica. Retóricas são perguntas e/ou frases que quem fala ou escreve já sabe a respota e, além disso, supõe que quem o escuta e/ou o lê também já a saiba devido a clareza do contexto de toda a mensagem.

Ex.: “Minha casa está pegando fogo, será que devo chamar os bombeiros?”
“Deus criou os céus e a Terra, o Homem é insignificante ante Seu poder.”

São duas questões lógicas; portanto, retóricas de quem escreve.
E é o que acontece neste tão mal interpretado versículo.

E o que isso significa? Significa que, sendo uma frase retórica, o versículo de Malaquias 3:10 fala que Deus é poderoso para fazer abundar qualquer pessoa nesta Terra, e que, mesmo se alguém O desafiar, Ele tem poder suficiente para provar o contrário. Esta frase vai além e diz que NUNCA se deve fazer prova de Deus! Sim, afinal é Ele quem faz tudo isso, quem abençoa e prospera segundo a Sua, e só Sua, vontade. Quem somos nós para desafiá-lo e prová-lo?

Mas afinal, o que Malaquias 3:10 quer dizer, então?
Analisemos:

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro,
para que haja mantimento na minha casa, – aqui fala da função dos dízimos e ofertas:  exclusivamente manter a casa de Deus. Isso já o torna importantíssimo e deveria ser dado de coração por este simples fato. –

…e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, – aqui está o que torna esta frase uma condicional/retórica: “fazei prova” faz alusão a experimentar o poder Divino do Pai. Aqui explica  que todo aquele que desafiar a Deus, certamente “perderá” a “disputa”. –

…se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.” – As bênçãos aqui são financeiras, sim, voltadas para o plantio. É a promessa para aquele povo, naquele tempo. O que é ser próspero hoje, depois da revelação de Jesus Cristo para o Mundo? – (está pergunta foi retórica!)

Deus nos abençoe…(outra retórica)
E que tratemos com mais respeito e diligência a palavra de Deus.

Paz,

Diagnóstico: Cristão.

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6 respostas para Malaquias e a importância do ensino fundamental (1º Grau)

  1. João disse:

    Muito bom texto brother!

    Excelente texto, muito bem explicado, agora basta as pessoas entenderem.

    Deixo minha pequena opinião: “Se tu crê que Deus fez o céus e a terra, fez o homem, animais; por que eu ainda faria prova dEle? Não basta saber que somos a mais perfeita criação do Senhor?”
    Portanto, não façamos prova de Deus, mas vamos provar do seu amor todos os dias, pois eramos imerecedores de Sua misericórdia e mesmo assim Ele nos comprou com o sangue do Seu Filho no alto daquela cruz só para voltarmos a ter relacionamento intimo com Ele. O véu se rasgou e as vezes parecemos estar tentando costurá-lo…”

    Abraço a todos e ótimo feriadão!

  2. João disse:

    Deixo uma pergunta a todos aqueles que esperam prosperidade (riquezas)…

    Acaso, há maior prosperidade do que a Salvação? O simples fato de sermos salvos faz de nós os seres mais prosperos do universo criado por Deus através de Cristo.
    Se riqueza é prosperidade, pode ter certeza que está em último plano, afinal, saúde, paz, família estruturada entre outros pontos são muito mais prosperos do que o dinheiro, afinal, o dinheiro como já diz p poeta não compra a felicidade (muito menos a tal Salvação que conquistamos ao crermos que Cristo morreu por nós e nos comprou.
    Volto a dizer, se a riqueza na prosperidade divina, essa é o último caso, afinal, a que serve o dinheiro se eu não ajudar ao meu próximo que tem menos do que eu?
    Do que adianta eu dizer, Deus me deu uma BMW, se eu não colocar ninguém nela e levar para a igreja ou simplesmente visitar quem necessita?

  3. tiago disse:

    apropósito.. foi uma retórica tbm.. ashuhuashuhuashuahsu

  4. Miguel disse:

    Se fosse para seguir a Biblía ao pé da letra não deveriamos nem dar os dizimos somente as ofertas pois os dizimos são da lei e esta escrito em Hebreus que foram instituidos para os Levitas os que vieram da tribo de Levi, agora fica a pergunta aqui no Brasil tem alguém da tribo de Levi por acaso?, infelizmente vivemos debaixo da lei do dizimos, e consequentemente debaixo das maldições da lei.

    • Concordo o que o amigo falou sobre a tribo de Levi, assim como a história que músicos na igreja são levitas, não são, são músicos

      Mas, sobre a história que falaste da Lei do Dízimo não concordo, desculpe mas assim como deste tua opinião dou a minha.

      (Mt 22.21) diz que “Dê à César o que é de César”, eu vejo que dízimo é algo de gratidão, não somos obrigados a dar, mas por gratidão separamos algo para que a obra na igreja continue, pagando água, luz, telefone…

      Tudo que é feito por obrigação é feito sem vontade, o que se faz com gratidão, é sinal que fazemos porque queremos.

      Obrigado pela participação

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